OCUPAÇÃO GLAUCE ROCHA

Chegou a hora! Dia 16/06 estaremos com nossa programação no Teatro Glauce Rocha.

Confira nossas atividades:

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Cruzadas

Sinopse. A história de uma mulher e sua peregrinação em direção à Terra Prometida. Em seu caminho, cruza com personagens vivos e mortos, que trazem diferentes facetas das guerras ao longo dos tempos. Data de estréia nacional – 16 a 19/06 qui-sab 19h30 dom 18h30 – Teatro Glauce Rocha

Ingressos : R$ 20, 00 (inteira) R$ 10,00 (meia)

 

Ficha Técnica

Texto: Michel Azama Tradução: Maria Lúcia Jacob Dias de Barros e Márcio Bahia Elenco: Christiane Costa, Daniel Cintra, Farley Matos, Maíra Baky, Marcos Pereira e Victor Leal.

Concepção: Grutta Teatro

Direção: Daniel Cintra e Victor Leal

Assistência de Direção: Maíra Baky

Preparação Corporal e Direção de Ator: Maíra Baky e Victor Leal

Cenografia e Figurino: Nivea Faso

Assistência de Cenografia e Figurino: Farley Matos

Design de Luz : Lívia Ataíde

Trilha Sonora Original: Eduardo Bastos

Fotografia: Clayton Leite

Direção de Produção e Produção Executiva: Farley Matos e Maíra Baky

Arte gráfica: Davi Palmeira. Realização: Grutta Teatro

Classificação indicativa : 16 anos.

 

Procuram-se velhos palhaços

Sinopse. Três velhos palhaços se reencontram em uma sala de espera para uma audição de emprego. Enquanto relembram o passado, a disputa pela vaga coloca em jogo sua amizade e faz com que tenham que provar o seu valor. De 23 a 26/06. qui a sab 19h dom 18h. Teatro Glauce Rocha.

Ingresso: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)

Ficha Técnica: 

Texto: Matéi Visniec Tradução: Pedro Sette-Câmara

Direção: Daniel Cintra Assistência e supervisão de direção: Maíra Baky

Elenco: Daniel Cintra, Victor Leal e Farley Matos

Cenografia: Vanessa Alves Figurino: Maíra Baky

Preparação Corporal: Grutta Teatro

Preparação Vocal: Lis Santos

Produção: Maíra Baky

Arte gráfica: Davi Palmeira

Realização: Grutta Teatro.

Classificação indicativa: 12 anos

 

OFICINAS

Presença Corpórea

O trabalho do ator pode ser decomposto em dois elementos fundamentais: presença e ação. A presença representa a pulsação, que transpassa e percorre as ações cênicas. A ação é a estrutura básica da cena, por onde a energia da presença do ator se manifesta.

Neste curso trabalha-se a dilatação corporal e a expansão da energia corpórea pelo espaço, através de exercícios energéticos e técnicos, buscando, através do corpo físico, (musculatura e força) materializar qualidades de vibrações diferentes, na busca de uma expressividade pessoal.

Através de metodologias concretas o curso aborda temas básicos do trabalho expressivo do corpo: autodisciplina, autonomia, prontidão, dinâmicas de ações no espaço, no tempo, segmentação corporal, modulação da energia e jogo entre atores.

Púbico-alvo: atores, bailarinos e demais interessados em trabalhos expressivos corporais.

17, 18 e 19/06 Sex, sab e dom das 14-17h.

Máximo 20 participantes

Inscrição: email para gruttateatro@gmail.com com cv resumido e carta de intenção. GRATUITA

 

Palhaçaria

Este curso visa o aprofundamento dentro do campo da arte da palhaçaria. Por meio de aulas práticas, junto de debates, os participantes passarão por alguns aspectos chaves da figura performática do clown, que são:

  • Introdução ao clown: o início de uma percepção do ridículo que habita cada um e buscar maneiras de tornar isso material para ser acessado;
  • Relação com o público: o corpo performativo do clown em contato com sua plateia, buscando possíveis vias de acesso com ela, percebendo as suas particularidades através da real vivência do momento presente;
  • Cumplicidade: o entendimento do palhaço enquanto figura que afeta e se deixa afetar, que está em constante troca com o público e com quem divide a cena.

Púbico alvo: atores, bailarinos e demais interessados no aprofundamento no universo do palhaço. Máximo de 15 participantes

24, 25 e 26/06 sex, sab e dom 14-17h.

Inscrição: email para gruttateatro@gmail.com com cv resumido e carta de intenção. GRATUITA

 

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Processo Cruzadas

Estamos chegando na reta final do processo Cruzadas.
Neste trabalho, aprimoramos as metodologias de treinamento de ator e passamos por um momento importante de transpor treinamento pré-expressivo em expressivo e cena.
Desenvolver um trabalho fundamentado na pesquisa e no treinamento não é simples, e requer uma dedicação um pouco maior, pois os resultados costumam vir a médio prazo. É preciso treinar os atores dentro da metodologia, refinar os trabalhos individuais de expressividade e ainda unir à concepção de encenação e direção, em harmonia com espaços, luz, cenário, figurino.
A pesquisa de uma direção que não sobreponha uma visão preconcebida, mas dialogue e ressalte as imagens e intensidades vividas pelos atores é um desafio que temos construído nos últimos meses.
Em março abriremos uma primeira mostra do trabalho.
Veja fotos de alguns ensaios:

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Assuntos Grutta, assuntos árvores e assuntos bigodes

Este ano finalmente consegui concretizar as mudanças que eu queria aqui no Grutta, que virou um domínio próprio, e que também cresceu, com novos projetos e novos integrantes dando força.

Ao mesmo tempo, eu queria também tocar um projeto pessoal que venho amadurecendo há muitos anos, e que de certa forma eu comecei aqui neste canal, mas que agora já é maior do que o Grutta e tem vida própria.

Na minha busca, o meu processo pessoal foi se transformando em outra coisa, e neste momento decidi que seria mais interessante abrir um canal específico para isto.

O que não quer dizer que eu vou me afastar daqui, afinal sou a maior mantenedora da vida virtual do Grutta. Pelo contrário, significa que terei trabalho em dobro, porque vou estar aqui no Grutta e no meu novo espaço, o blog Árvores e Bigodes.

Mas a partir de agora, aqui no Grutta vou focar mais ainda nos processos de treinamento de ator, teatro, e nos projetos que estamos levantando este ano e deixarei os assuntos mais pessoais, holísticos, terapêuticos, e processo pessoal no outro espaço, o Árvores e Bigodes.

Então se você taí de bobeira, dá um passeio lá no A&B que já tem bastante conteúdo.

Mas não fique longe daqui porque em breve vou postar o processo da nossa nova pesquisa inspirada no texto Cruzadas, de Michel Azama. Já tá rolando desde abril, e agora vamos focar bem a parte da montagem.

Enfim, muita coisa boa.

Pra quem tem preguiça de sair, vou botar aqui em baixo o vídeo lá do A&B em que eu conto como que foi o meu processo de se assumir como artista. Se você gostar, dá um joinha no vídeo; e se tiver um tempinho a mais, entra no site porque tem mais coisa lá.

ARVORES E BIGODES: https://arvoresebigodes.wordpress.com

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Por dentro da Grutta

Missão dada é missão cumprida

Conforme prometido, nosso primeiro vídeo está no ar.

Aqui eu e o Victor contamos como começamos o grupo e as questões básicas que envolvem treinamento de ator.

 

 

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Novidades

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Desde o ano passado, estivemos envolvidos com atividades que acabam consumindo mais tempo do que deveria, como as apresentações do Quem tem asas, a minha monografia, entre outras coisas, e também estamos há meses tentando dar uma repaginada no Grutta. Acabei deixando o blog um pouco de lado, no desejo de reformulá-lo junto com as atividades do grupo.

Este ano estamos com novos projetos, e temos novidades vindo por ai.

Tem o Dédalo, que está novamente em processo e em breve faremos uma nova mostra.

E estamos trabalhando um grupo com o objetivo de treiná-los em nossa linguagem e desenvolver um trabalho cênico expressivo até o segundo semestre.

Como sabemos que nosso trabalho é de médio prazo, optamos por mostrar o processo, fotos vídeos, e cada passo até chegarmos ao “produto final”.

Junto com estas novidades, vem a minha vontade de reformular o blog e deixa-lo mais interativo, trazer vídeos e depoimentos que falem do dia-a-dia e também entrevistas ou conversas sobre os assuntos aqui tocados – trabalho de ator, metodologias corporais e treinamentos, foco na carreira, e também áreas correlatas como performance, dança, conscientização corporal, grupos e companhias de teatro.

Acho que vai ficar legal. Vamos tocar esse ano novo juntos né. Ficar no mesmo lugar é que não dá.

 

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Medo de dar certo

Existe um lugar que está muito dentro do trabalho das artes, mas acredito que em outras áreas também há, em menor ou menor grau. Um certo aprisionamento, um pensamento que classifica, exige e confirma que “não dá”. “Não dá para viver de teatro”; “não dá pra ser ator de teatro no Rio de Janeiro”; “não dá para ganhar dinheiro com teatro”; “não dá para só fazer isso”… e por aí vai. É tanto “não dá” que as vezes focamos mais em não dar certo do que em dar.

Algo como focar nos problemas, e não nas oportunidades. Tipo, fui selecionado para o festival, mas “não dá para ir”; fui convidado para um trabalho, mas “não tenho como fazer”, gostaria de fazer um curso, mas “não tenho tempo”. E assim, cria-se uma porção de justificativas para continuar não conseguindo, para não fazer, e não sair do lugar.

O mais irônico disso tudo é que se houvesse alguém com uma chibata nas suas costas, obrigando, exigindo, a pessoa acabaria conseguindo até o impossível. Sabe aquele prazo para apresentar a monografia? Ou terminar um projeto? Ou fazer uma apresentação de trabalho? Questões que pareciam impossíveis, pelo simples fato de serem obrigatórias, de não haver escapatória, acabam por fazer com que superemos os obstáculos para concluir.

Um exemplo ótimo é a história do livro “O Diabo veste Prada”. A tal editora Miranda faz exigências absurdas, e o único objetivo da secretária é cumprir as obrigações. Através de muita dedicação, horas extras, pouco descanso, nenhuma vida pessoal, ela consegue realizar.
Guardadas as devidas proporções, é preciso encontrar dentro de si essa energia de transpor os limites para realizar algo na vida. Mas sem uma megera de patroa para expurgar as raivas. É preciso sim empreender, dispor de energias extras, doar mais tempo do que o mínimo, e abrir espaço na vida para que isto ganhe o tamanho que você gostaria que tivesse.

Existe uma história de um pianista, que após fazer uma apresentação memorável foi abordado por alguém da plateia que lhe diz que daria a vida para tocar piano tal como ele, ao que ele responde “foi exatamente o preço que paguei”.

Com teatro se passa da mesma forma. Não haverá alguém para fazer exigências ou lhe aconselhar o que deveria fazer. O teatro nunca vai escolher você. É preciso que você escolha o teatro, como prioridade para que ele possa acontecer na sua vida.

E confiar. Que apesar das noites mal dormidas, a grana que se gasta, as vezes sem previsão de retorno, ou mesmo diante de todas as dúvidas, é só fazendo teatro que se faz teatro. Não é pensando, nem sonhando, nem lendo. Teatro é fazer. E vale a pena. Perder o medo de viver de teatro, assumir o lugar do artista na sociedade e encarar as doçuras e as amarguras de ser o que é. E se der certo, e se… “dá pra ser ator”. Como que fica certas crenças e discursos do “não dá”?

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  Metodologia Angel Vianna (MAV)

A família Vianna tem uma importância central no desenvolvimento da dança no Brasil; enquanto nos achamos muito modernos pensando em corpo no centro do processo, enfatizando preparação de atores e dança contemporânea, os Vianna já faziam isto… em 1960!

O próprio Klauss Vianna talvez tenha sido o primeiro preparador de atores brasileiro, reivindicando este papel de acompanhar o processo de montagem e não apenas uma coreografia… mostrando a importância e a pertinência de um trabalho desenvolvido desde o começo com os artistas.

Além da importância histórica, a metodologia proposta por eles consegue ser ao mesmo tempo precisa e híbrida, disponível para qualquer corpo, qualquer pessoa, sendo ela pesquisadora corporal, ou leigo, profissional do corpo ou amador. É uma metodologia abrangente, que dialoga com diversas outras propostas, e que auxilia individualmente a obter-se a consciência corporal.

Isto porque vivemos em uma época onde os corpos, descolados de suas cabeças, andam por aí esquecidos… E de tanto pisar torto, sem colocar a planta do pé inteira no chão,  sentar apoiando a cervical (no lugar dos ísquios), andar carregando a cabeça inclinada para cima ou respirar pressionando as axilas, a pessoa vai desenvolvendo vícios corporais, deformações e até patologias, crônicas, agudas e mesmo as hereditárias. E quando vai no médico, descobre-se as hérnias, os bicos de papagaio, as nevralgias e osseopatias generalizadas.

Então mergulhar no próprio corpo, redescobrir a posição dos ossos e o equilíbrio, trabalhar as bases que estão em contato com o chão ou apoios, tudo isto vai reorganizando internamente nossa percepção corporal e nosso corpo no mundo, por assim dizer; como diria o ditado mude o mundo mudando a si mesmo.

É impressionante o poder revigorante e potencializador que este trabalho tem. Não é a toa que os discípulos dos mestres Angel e Klauss trabalham nas mais diversas áreas de conhecimento, não se restringindo ao estudo da dança e artes, mas também em áreas como saúde e educação.

Muitas vezes admiramos estrangeiros com seus métodos inovadores e diferentes e acabamos esquecendo os mestres nativos, brasileiros, que moram tão pertinho de nossas casas e oferecem também saberes tão ricos quanto o próprio país, mesclado e diversificado como somos em potencial.

E a metodologia Angel Vianna (MAV) na qual estou me especializando é muito fértil e hibrida, não se tratando de um conhecimento fechado, mas aberto para outros estudos corporais, podendo estar em relação com outros saberes, e experiências, se adaptando em cada pessoa com os processos e histórias já vividas.

Angel, a última dos Vianna ainda vive, e sua escola pulsa conhecimentos. É um privilégio poder cruzar com esta mestra nos corredores, e receber através dos poros abertos nas salas de aula toda a generosidade e sabedoria que sua pesquisa oferece. A todos os pesquisadores de arte e corpo que passarem pelo Rio de Janeiro, eu sugiro dar um pulinho na FAV e fazer parte de um pequeno processo que certamente transformará a vida de quem passou. É notável a diferença dos profissionais que passaram por lá e levam o método para suas áreas de conhecimento, por mais distintas que sejam.

Porque o corpo, nós levamos conosco. Podemos até esquecer nomes e teorias, se afastar de trabalhos ou pessoas, mas o corpo… ah ele sempre está lá. Sempre que lavar louça ou destrancar a porta, ou mesmo estiver no palco ou sentado na mesa, o ensinamento de Angel estará lá, escrito no corpo. Ou não estará, quando a hérnia atacar. Escolhas, como sempre, o livre arbítrio te permite escolher o que plantar, mas te obriga a colher o que plantou.

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